“Subemprego” no exterior e porque vale a pena

Em primeiro lugar, eu nem gosto do termo “subemprego”, porque de “sub” não tem nada. É um trabalho digno como qualquer outro. Também é um trabalho muito mais pesado do que o seu de escritório e, provavelmente, paga melhor também. Muitos me perguntam com o que eu trabalho aqui na Nova Zelândia. Também muito se lê na internet sob o tal do “subemprego”, então vamos falar sobre isso.

Afinal, o que é um subemprego?

São denominados pelas pessoas subempregos, trabalhos que não exigem qualificação, formação superior ou algo do tipo. São geralmente subestimados pela maioria. A maioria esmagadora das pessoas acha que é um trabalho fácil e de gente que “não é capaz de fazer algo melhor”. Sad but true.

E por que o subemprego no exterior vale a pena?

Não quero dizer que no Brasil não valha, tenho certeza que muitas garçonetes e etc ganham mais do que um auxiliar administrativo numa “boa” empresa. Mas, no exterior, financeiramente falando, vale ainda mais. Tanto que é muito comum pessoas largarem suas carreiras no Brasil pra ir trabalhar em subempregos em outro país. Deixam de atuar como engenheiros, advogados, nutricionistas, administradores etc pra ir trabalhar como pedreiros, babás, garçons, garçonetes, diaristas e por aí vai. Vale a pena porque nesse tipo de emprego, além de você morar em um país (MUITO) mais seguro e (BEM) menos corrupto, ou seja, além de ter uma melhor qualidade de vida, você ainda vê mais dinheiro na conta. Por exemplo, trabalhando como garçonete, camareira de hostel e vendendo sorvete aqui na Nova Zelândia tive oportunidade de fazer viagens que se eu estivesse trabalhando no Brasil eu conseguiria fazer daqui uns 5 anos no mínimo (pensando positivo).

 

 

subemprego na Nova Zelândia

Toda trabalhada na vendedora de sorvete

Ta, quase me convenceu, mas vamos falar de números?

Sim, vamos! Vou dar como exemplo, a Nova Zelândia, que é o país que posso falar por experiência própria. O salário mínimo aqui é $15,75 a hora (em dolar neozelandês que gira em torno de R$2,35). Se você tiver um visto que te permite trabalhar full time (tempo integral, 40 horas) e ganhar um sálario mínimo, isso quer dizer que, por mês você vai ganhar $2.440, em real R$5.922,00. Mas calma, também não é assim! Tem os descontos (como se fosse o INSS do Brasil) e também tem que levar em consideração que aqui o custo de vida é caro e você vai pagar aluguel. Ainda assim, sobra um bom valor se você economizar. No Brasil, hoje, trabalhando 40 horas por semana, no fim do mês, quanto te sobra?

 

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Além do dinheiro, tem outro motivo pra eu ir pro exterior trabalhar em subemprego?

Tem! Você vai praticar e aprender (de verdade e de vez) a falar inglês (ou a língua do país que você vai trabalhar). Você vai conhecer muito mais sobre a cultura do país lidando com os clientes. Você vai conhecer sobre muitas outras culturas, com o seus colegas de trabalho. Também vai poder falar sobre a sua cultura (e eles vão amar). E você vai aprender muita, mas muuuuuuuitas lições pra vida, vai por mim!

 

 

subemprego na Nova Zelândia

Colegas de trabalho, uma chinesa e uma filipina <3

 

Tem alguma parte ruim de trabalhar em subemprego?

É claro que tem também! É cansativo, é exaustivo, não existe a palavra “sentar” no dicionário do subemprego. É trabalho de pé, pesado, lidando com clientes e muitas vezes engolindo muitos sapos. Não é o meu caso, mas também é muito difícil pra quem deixou uma carreira no Brasil em uma profissão “bem vista” ir lavar pratos e servir os outros. Ouço bastante relatos dos brasileiros se lamentando. Dizendo o tempo todo “mil anos estudando, diploma na mão, pra estar aqui servindo o jantar dos outros”. Por outro lado, se eles ainda estão aqui é porque sabem que vale a pena. Pelo menos por um tempo.

Resumindo, sim, vale a pena. Mas já adianto que, na minha opinião, vale a pena por um tempo, pra viver a experiência, pra aprender, pra claro, ganhar dinheiro. Mas não é fácil, e não é a vida que eu planejo pra sempre.

Ficou interessado? Quer uma dica de como conseguir um visto pra trabalhar full time na Nova Zelândia? Leia esse post.

 

Pâmela Vicente

Pâmela, aos 20 embarcou pra uma viagem que mudaria sua vida pra sempre. Conheceu o mundo lá fora e não parou mais. Se descobriu. Descobriu que é possível ser feliz 7 dias por semana ainda que a vida seja uma loucura. Quer compartilhar tudo o que vê e vive. Espera que compartilhando, inspire outras pessoas a serem felizes 7 dias por semana.

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